ANANA
E O MOVIMENTO EM DEFESA DA MATA NACIONAL DOS MEDOS DA CAPARICA
A história de ANANA é um exemplo poderoso de como a arte pode ser usada como uma ferramenta de activismo e preservação da memória.
Essa aranha gigante, criada pelo artista Zito Colaço, não é apenas uma escultura; é um manifesto visual contra a degradação ambiental e a perda de património natural na Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica.
A instalação surgiu como resposta directa ao abate massivo de pinheiros mansos na Mata dos Medos. A arte aqui serve para preencher o vazio deixado pela desflorestação.
Ao evocar seres estranhos de outros tempos, Zito Colaço mexe com o nosso sentido de protecção. A aranha, frequentemente vista com medo, aqui assume o papel de vigilante. O facto de se ter tornado um símbolo de um movimento mostra que a comunidade local e os defensores do ambiente encontraram em ANANA uma identidade visual para as suas reivindicações.
A Mata Nacional dos Medos
Esta mata é um ecossistema único em Portugal, situada no topo da Arriba Fóssil. A sua conservação é vital não só pela biodiversidade, mas também pela protecção da própria falésia contra a erosão.
A presença de ANANA convida os visitantes a olhar para a mata com o respeito que se deve a um lugar sagrado ou mitológico.
"A arte não reproduz o visível; torna visível." — Esta frase de Paul Klee aplica-se perfeitamente à ANANA, que torna visível a urgência de proteger o que resta da nossa floresta.









Comentários
Enviar um comentário